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Cacau em Conceição do Castelo: 3 mil mudas entregues a produtores

Foto: Gleyson Tete

Onze produtores rurais de Conceição do Castelo receberam quase 3 mil mudas de cacau na manhã desta segunda-feira (2). A ação faz parte do projeto Arranjos Produtivos, capitaneado pela Assembleia Legislativa (Ales) em parceria com o governo do Estado e prefeituras. A entrega ocorreu no ginásio de esportes da Comunidade de Santo Antônio do Areião. É a primeira vez que esse tipo de atividade acontece no município.

Os participantes ainda terão acompanhamento técnico para o desenvolvimento da lavoura do cacau. A ideia do projeto é fortalecer o trabalho no campo, com o incentivo à diversificação da produção rural e geração de mais oportunidades e renda para os agricultores.

Produtores

Uma das beneficiadas foi Julian Karla Zeferino, que já tem uma pequena lavoura de cacau e espera ampliar a produção com o apoio do Arranjos Produtivos. “Começamos uma produção há três anos e agora o Arranjos está vindo para somar ainda mais na nossa propriedade, que é da agricultura familiar. (…) O cacau é uma ótima opção de diversificação na propriedade”, disse.

Ela contou que futuramente pretende aperfeiçoar a produção para trazer mais renda para o cultivo do cacau. “Queremos fazer uma amêndoa de qualidade um pouquinho superior e, depois que estiver produzindo, talvez a gente pensa no beneficiamento para agregar valor”, ressaltou.

Quem também recebeu mudas e vai começar a produzir o cacau foi André Mareto. Para o agricultor, iniciativas como o Arranjos ajudam a manter as pessoas no campo. “Ajuda a voltar o produtor para o interior e melhorar a renda das propriedades. Nossa região tem poucos produtores de cacau e para ter um chocolate de qualidade precisa melhorar as amêndoas”, salientou.

Assistência do projeto

A técnica agrícola do Arranjos na região, Ipólita Cunha, fala que a decisão de inserir o cacau em Conceição do Castelo tem como finalidade diversificar a lavoura dos produtores rurais. “No início eles ficaram um pouquinho de pé atrás, porque é uma cultura de lugar quente e o clima aqui é serrano, mas com o apoio do Arranjos vai dar certo”, disse.

Ipólita falou sobre o acompanhamento do plantio à colheita junto aos produtores. “Vamos dar assistência técnica para o plantio, a poda e a colheita. (…) Estamos conversando para fazer uma agroindústria para fazer o chocolate”, adiantou.

De acordo com a secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Conceição do Castelo, Marilene Davel Dariva, a parceria com a Assembleia Legislativa é fundamental para ajudar os produtores. “Nossa contrapartida é ajudar com a questão das visitas. A gente auxilia a Ipólita nas visitas e no acompanhamento, além da logística nos eventos”, disse.

Douglas Gasparetto, coordenador técnico do Arranjos, explicou como funciona o projeto. “Primeiro a gente faz um mapeamento do que é produzido na região e depois o que seria interessante para aqueles produtores receberem. O Arranjos vai dentro das propriedades e faz um croqui dela, depois dá todo o suporte técnico, analisa a propriedade, avalia o solo e dá todas as condições para as mudas serem plantadas”, sintetizou.

Estiveram presentes ao evento, além de produtores rurais e técnicos do projeto, o prefeito de Conceição do Castelo, Valber de Vargas Ferreira (PSB); e o representante da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) Robson Botelho.

Mudas entregues

Neste ano já foram entregues quase 115 mil mudas para produtores rurais de Itapemirim, Guaçuí e Jerônimo Monteiro. Eles receberam café arábica e conilon, banana, cacau, maracujá, acerola, aroeira (cujo fruto é utilizado na produção de pimenta-rosa) e uva.

Arranjos produtivos

O Arranjos Produtivos é desenvolvido pela Secretaria da Casa dos Municípios da Ales em parceria com o governo do Estado e apoio das prefeituras. Em 2026, o projeto entrou no seu terceiro ciclo, com foco nos créditos de carbono. Inicialmente, 20 municípios aderiram à iniciativa, agora eles já somam 36. Além das mudas e insumos, os agricultores contam com orientação técnica.

Por Assessoria de imprensa Ales

Nova espécie de antúrio é descoberta no Espírito Santo e pode estar ameaçada de extinção

Foto: Ricardo Ribeiro

Uma nova espécie de antúrio foi identificada por pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e da Universidade de São Paulo (USP). A planta, batizada de antúrio-das-pedras (Anturium petraeum), cresce sobre rochas e foi encontrada no município de Linhares, no Norte do Espírito Santo.

A descoberta ocorreu durante uma expedição científica realizada em março de 2022, cujo objetivo era localizar e mapear espécies ameaçadas fora de unidades de conservação. Ao todo, quase 100 amostras botânicas foram coletadas. Entre elas, um antúrio que chamou atenção por se desenvolver diretamente sobre afloramentos rochosos. O material foi analisado por especialistas e descrito em artigo publicado na revista científica internacional Phytotaxa.

Segundo o pesquisador Ricardo Ribeiro, um dos autores do estudo, a suspeita de que se tratava de uma espécie inédita surgiu após a avaliação do doutor em Botânica Rodrigo Valadares, especialista em antúrios da UFES. A confirmação veio após estudos adicionais no acervo do Museu de Biologia Professor Mello Leitão, localizado em Santa Teresa, que integra o INMA.

A descoberta faz parte das ações do Plano de Ação Territorial de Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Território Espírito Santo-Minas Gerais (PAT Capixaba-Gerais), coordenado pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo (IEMA) em parceria com o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF). O plano integra o Projeto Pró-Espécies, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, executado com apoio da WWF e concluído em 2025, reunindo especialistas de diversas instituições na conservação de 184 espécies de fauna e flora.

Até o momento, o antúrio-das-pedras é considerado endêmico do Espírito Santo, com registros confirmados apenas em Linhares e Marilândia. Pesquisadores alertam que são necessários novos estudos para avaliar o nível de ameaça à espécie, mas há indícios de risco devido ao desmatamento e à pressão do comércio ornamental. Antúrios são amplamente utilizados na jardinagem e na decoração, o que aumenta a vulnerabilidade diante de práticas como extração ilegal, biopirataria e comércio clandestino.

A descoberta reforça a importância das pesquisas científicas e das políticas públicas de conservação para proteger a biodiversidade da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta.

Fonte: INMA

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