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Crocante por fora e macio por dentro, os pães de fermentação natural mofam se não forem acondicionados corretamente

Homem cortando carne em cima de mesa de madeira

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Brunno Malheiros, da Cheiro do Pão

Pode parecer estranho, mas quando manchas nas cores verde, azul, branca, cinza, amarela, preta, rosa ou vermelha aparecem no pão, é sinal de que ele foi feito com fermentação natural de maneira artesanal, portanto, mais saudável. Bem diferente dos pães industriais, que contém conservantes para permitir uma longa durabilidade do produto. Para evitar desperdício, o padeiro cearense Brunno Malheiros, da Cheiro do Pão, orienta mantê-los longe de eletrodomésticos que emitem calor, como fogão doméstico, airfryer ou micro-ondas.

Geralmente embalados nas prateleiras ou servidos na hora dentro de saco plástico ou papel, cada característica de armazenamento tem a sua durabilidade. Bem vedada, a primeira opção permite o consumo em temperatura ambiente até cinco dias úteis, porém, a casca pode amolecer. Não sendo consumido nesse prazo, Brunno Malheiros recomenda fatiar o pão e colocar no freezer dentro do saco plástico em temperatura    -18ºC. Na hora de consumir novamente, basta pré-aquecer o forno a 180ºC (doméstico) e esquentar entre cinco e 10 minutos ou 160ºC (airfryer) por três minutos. Antes, é preciso borrifar um pouco de água no pão para garantir a crocância.

No caso do armazenamento do pão em papel, conforme explica o padeiro cearense, a durabilidade em temperatura ambiente é menor, de três dias no máximo. O cuidado aqui deve ser redobrado caso o pão tenha saído literalmente do forno, ainda com aquela fumacinha de tão quentinho. Se a umidade não for evaporada, ele irá mofar mais rapidamente. Esses cuidados são levados à risca ainda na cozinha da Cheiro do Pão, que, além de optar por embalagem de plástico, só coloca para venda o seu mix de pães de fermentação natural após o processo de resfriamento.

“Se o pão não for consumido até cinco dias úteis em temperatura ambiente, nós recomendamos guardar na geladeira por mais 20 dias. O armazenamento no freezer tem uma validade máxima de 60 dias. Nessas condições, nós garantimos a qualidade do pão como se estivesse saindo do nosso forno”

Brunno Malheiros

Para saber identificar o verdadeiro pão de fermentação natural, Brunno Malheiros explica que a casca precisa estar crocante (pode ser mais fina ou mais espessa) e o miolo elástico (levemente gelatinoso, como se houvesse uma umidade). “O ponto alto é a acidez percebida na parte de trás da boca, a depender da receita, do tipo de farinha utilizada e do fermento natural, e faz a gente salivar. Tem que despertar o sensorial”, observa. Com melhor digestibilidade, maior aproveitamento nutricional, conservação natural e uma experiência gustativa única, a tendência por esse tipo de produto na panificação artesanal continuará ao longo de 2026.

Apaixonado pelo processo de fabricação de pães com fermentação natural e estudioso no assunto, o padeiro cearense explica que essas etapas mais longas promovem a produção de ácidos lácteos e acéticos, aumentando a resistência ao mofo. Desta forma, o produto, além de mais saudável, tem uma durabilidade maior desde que acondicionado de forma correta. “Pode acontecer de alguém pensar que o pão mofou porque não tinha qualidade, mas é essa característica que garante a sua qualidade. O importante é armazenar corretamente se não for consumido na hora para manter as propriedades benéficas desse processo mais longo”, conclui Brunno Malheiros.

 Destaques na Cheiro do Pão

– Pão Sourdough (Pão Italiano e Pão Campanha)

É conhecido por sua casca crocante e miolo macio, com sabor levemente ácido.

– Franceses

É um pão de formato alongado e achatado, com casca fina e crocante e miolo aerado, e recheios variados.

– Focaccia

É um pão achatado e macio, geralmente coberto com azeite de oliva, sal grosso e alecrim.

– Brioche

É um pão enriquecido com manteiga e ovos, resultando em uma massa macia e sabor suave.

Curiosidades:

Pão artesanal

– farinha, água, sal e fermento natural (levain);

– processo de fermentação pode levar entre 18 e 48 horas;

– produção manual ou artesanal;

– casca crocante, miolo elástico / aerado, baixa acidez e sabor mais intenso e natural

– sem conservantes e prazo de validade menor

Pão industrial

– farinha refinada, fermento químico, conservantes, estabilizantes e realçadores de sabor

– processo é mais rápido, entre uma e três horas

– produção em larga escala

– casca macia, miolo uniforme e sabor padronizado

– com conservantes e maior tempo de prateleira

 

Serviço:

Cheiro do Pão

– WhatsApp do padeiro: (85) 99921-3333

– Cardápio digital: @cheirodopao

– Atendimento no balcão: Rua Júlio Azevedo, 399, Papicu, Fortaleza/CE

– IFood / Envio para todo o Brasil

 

Obras do holandês Rembrandt já estão no ES; exposição inaugura no dia 26 de fevereiro no Palácio Anchieta

Direto do século XVII para o coração de Vitória, a capital capixaba volta ao centro do circuito internacional das grandes exposições. A partir do dia 26 de fevereiro, o Palácio Anchieta recebe a exposição Rembrandt – O mestre da luz e da sombra, uma mostra gratuita que reúne 69 gravuras originais de Rembrandt van Rijn, um dos maiores nomes da história da arte mundial. Antes de chegar ao Espírito Santo, a exposição passou por Belo Horizonte e pelo Rio de Janeiro, integrando um circuito brasileiro que apresenta ao público obras pertencentes a uma importante coleção italiana.

Reconhecido como o grande mestre do claro-escuro, o artista holandês revolucionou a forma de representar luz, sombra e emoção. Organizadas em dois grandes eixos, o humano e o divino, as gravuras conduzem o visitante por diferentes momentos da trajetória do artista. A exposição propõe um percurso atemporal, que atravessa toda a vida de Rembrandt e evidencia suas múltiplas facetas, dos autorretratos às cenas bíblicas, dos retratos de pessoas comuns às figuras marginalizadas. Na mostra capixaba, o visitantes poderão conferir obras emblemáticas como Autorretrato com Saskia (1636), A Descida da Cruz (1633), A Ressurreição de Lázaro (1632), O Jogador de Cartas (1641), O Manto de José Trazido a Jacó (1633) e Cristo Expulsando os Cambistas do Templo (1635).

Mais do que domínio técnico, Rembrandt imprimia sentimento. Em gravuras realizadas sobretudo em água-forte e ponta-seca, o artista deu forma a personagens atravessados por emoções profundas e universais, como o espanto, a dor, a fé e a compaixão. São imagens que parecem deter o tempo, fazendo com que a condição humana se sobreponha à própria narrativa visual.

Em todos esses universos, o que se impõe é um olhar profundamente humano. Mesmo ao tratar do sagrado, Rembrandt revela fragilidades, emoções e conflitos que aproximam o divino da experiência cotidiana. A maestria no uso da luz e da sombra costura essa dicotomia, criando imagens em que transcendência e humanidade coexistem em equilíbrio tenso e fascinante.

A exposição também convida o público a observar de perto o processo criativo do artista. As matrizes revelam um Rembrandt inquieto, que redesenhou, aprofundou contrastes e deixou que as sombras ganhassem protagonismo. São obras que funcionam como pequenos portais para sua obsessão criativa, sempre em busca da forma mais verdadeira de expressão. A riqueza de detalhes é tamanha que o olhar é convidado a se aproximar: lupas estarão disponíveis na exposição, permitindo ao visitante explorar cada traço com calma e profundidade.

A influência de Rembrandt atravessa séculos. Vincent van Gogh, por exemplo, declarou em cartas sua profunda admiração pelo artista holandês. Até hoje, Amsterdã preserva esse legado na Casa de Rembrandt, museu instalado na residência onde ele viveu e produziu parte significativa de sua obra. Um reconhecimento à altura de quem redefiniu os rumos da arte ocidental.

Montagem capixaba

Segundo o diretor da Premium, empresa responsável por trazer a exposição para o Brasil, Álvaro Moura, a chegada de Rembrandt ao Espírito Santo consolida um movimento da empresa que, ao longo dos anos, vem colocando o Estado no mapa das grandes exposições realizadas no Brasil. “Sob a curadoria e produção da Premium, nomes como Leonardo da Vinci, Portinari, Dalí, Goya, Monet, Miró, Picasso, Modigliani, Chagall, Renoir e Michelangelo já passaram pelo solo capixaba, encontrando um público atento, curioso e preparado para receber a grande arte”, explica.

“Desde o primeiro projeto, a atuação da empresa se orienta por princípios inegociáveis: a relevância histórica e educativa das obras apresentadas, o acesso gratuito como compromisso com a democratização da cultura e a construção de experiências inclusivas, capazes de aproximar a arte do cotidiano e ampliar repertórios”, finaliza.

No Palácio Anchieta, a exposição inaugura também um novo capítulo em termos de acessibilidade. Pela primeira vez, o espaço contará com uma sala exclusivamente dedicada a experiências acessíveis, pensada para ampliar o acesso à arte por diferentes públicos. O ambiente reúne reproduções táteis de obras, textos curatoriais em braile, audioguia e totens com vídeos em Libras, criando um percurso sensorial que ultrapassa o olhar e convida à escuta, ao toque e à percepção ampliada. Entre os destaques da sala acessível estão duas experiências com peças táteis, entre elas o autorretrato de Rembrandt, que pode ser explorado por meio das variações de textura. O relevo conduz o visitante na leitura da imagem, permitindo compreender formas, volumes e expressões de maneira sensorial.

A montagem capixaba amplia ainda mais a experiência do público ao incorporar uma proposta imersiva ainda maior. Reunindo elementos das exposições realizadas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, o Palácio Anchieta recebe uma estrutura em formato de cubo, na qual o visitante pode entrar e sentir a dimensão da obra de Rembrandt. Nesse ambiente, as gravuras são ampliadas, ganham movimento e se projetam ao redor do público, criando uma experiência envolvente que transforma o espaço expositivo em um campo sensorial de luz, sombra e emoção. O cubo imersivo, que receberá as projeções das obras, será revestido com porcelanatos da Biancogres, uma das patrocinadoras da exposição, ao lado do Supermercados BH.

A exposição tem patrocínio da Biancogres, Supermercados BH e é viabilizada pela Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais. A organização é da The Art Co.  em conjunto com a Brasil Meeting Points. A realização é da Premium Comunicação Integrada de Marketing, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Por LR Comunicação
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