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Grão de milho vira mascote de time de futebol capixaba

Foto: Divulgação

Em uma cidade onde a polenta é mais do que comida – é identidade, festa e tradição – até o futebol entrou no clima. E foi assim que um simples grão de milho ganhou vida, personalidade e virou o novo mascote de um time de futebol capixaba, conquistando torcedores, crianças e até adversários logo na estreia.

Em Venda Nova do Imigrante, o milho é o ingrediente para a Festa da Polenta, uma das mais tradicionais do Espírito Santo. O grão foi o principal alimento dos imigrantes italianos que colonizaram o município, sede do time de futebol Rio Branco de Venda Nova, que não poderia ter escolhido melhor personagem para ser seu mascote.

O boneco, com aproximadamente dois metros de altura, vai desfilar no Estádio Olímpio Perim, em Venda Nova do Imigrante, em dias de jogos do Brancão Polenteiro. O mascote oficial do clube da Região Serrana capixaba foi apresentado pela diretoria no último domingo de janeiro (25), antes da partida contra o Forte Futebol Clube.

“A gente quis manter o nome pelo qual somos conhecidos: “Rio Branco Polenteiro”, se desvinculando do ‘Polentinha’ da Festa da Polenta. Mas o ‘Polenteiro’ do Rio Branco de Venda Nova é parente do tradicional ‘Polentinha’, só não descobrimos ainda se é irmão ou primo”, brincou o presidente do clube, Breno Caliman, se referindo ao mascote da tradicional Festa da Polenta.

Quem se voluntariou para dar vida ao ‘Polentero’ foi o professor de Boxe e Kickboxing Euclides de Oliveira, conhecido em Venda Nova como ‘Treinador Kid’. “Tem que ter preparo físico para aguentar o calor e o peso da fantasia que tem em torno de nove quilos. Estou muito feliz em contribuir com o nosso querido clube. Espero trazer muita sorte”, disse Euclides, o “Polenteiro’.

A ideia saiu do papel graças a uma parceria com o Sicoob, que custeou tudo. Agora com o mascote em campo, a diretoria já pensa em novos projetos. “Queremos fazer pelúcia dele para vender na loja oficial do Rio Branco e no e-comerce que vamos lançar no mês que vem. Já temos o esboço do ‘Polenteiro’ em várias feições: alegre, bravo, determinado, apaixonado e até fitness. Inclusive conseguimos localizar a esposa dele, a ‘Polenteira’ e o filhinho do casal, o ‘Polenterinho’. Queremos oferecer ao torcedor a família completa, como lembrança”, comentou animado Breno Caliman.

A novidade agradou a torcida, visitantes e até torcedores do outro time. “Eu achei muito legal e fiz questão de tirar uma foto com o ‘Polenteiro’, o mascote do Rio Branco”, destacou o cozinheiro do Forte Futebol Clube, Leonel Pereira.

As crianças também adoraram a novidade. “Foi uma surpresa muito legal. Eu conheço o tio Kid. Ele vai dar muita sorte pra gente como ‘Polenteiro’”, contou Fabrizio Fioresi Nóia, de 9 anos.

Outra criança que curtiu o mascote foi Caetano Zandonadi Rodrigues, de 8 anos. “Achei muito bonita a fantasia, muito legal. Vai trazer muita sorte porque o ‘Polenteiro’ é forte porque come muita polenta”,  disse.

Fonte: Assessoria Rio Branco

Aquicultura capixaba aposta no cultivo de camarão gigante em água doce

Quando se fala em aquicultura no Espírito Santo, a imagem mais comum costuma ser a de peixes cultivados em tanques ou barragens. Mas a realidade capixaba guarda uma curiosidade pouco conhecida: o cultivo do camarão-gigante-da-Malásia, uma das maiores espécies de camarão de água doce do mundo, criada em viveiros afastados do mar e bem adaptada ao ambiente rural.

Em 2024, a produção estadual dessa espécie somou 11,35 toneladas, distribuídas em poucos, porém estratégicos municípios, o que evidencia um arranjo produtivo ainda concentrado, mas com potencial de diversificação e expansão dentro da aquicultura capixaba.

O município de Governador Lindenberg lidera com ampla folga, respondendo por 7,5 mil quilos, o equivalente a 66,1% de toda a produção estadual. Na sequência aparece Ibiraçu, com 2,95 mil quilos (26,0%), consolidando-se como o segundo principal polo produtor. Alfredo Chaves e Marilândia completam o mapa produtivo, com 500 quilos (4,4%) e 400 quilos (3,5%), respectivamente.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o cultivo do camarão-gigante-da-Malásia representa uma alternativa estratégica para o fortalecimento da aquicultura no meio rural.

“Trata-se de uma atividade que diversifica a renda do produtor, aproveita bem a água doce e amplia as oportunidades no campo, especialmente para pequenos e médios produtores. É um exemplo claro de como a inovação pode agregar valor e gerar desenvolvimento no interior do Estado”, destacou.

Camarão-gigante-da-Malásia

O camarão-gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii) chama atenção não apenas pelo local onde é produzido, mas também por suas características biológicas. Diferentemente dos camarões marinhos, a fase de engorda ocorre em água doce, embora o desenvolvimento larval dependa de água salobra. A espécie pode ultrapassar 30 centímetros de comprimento, destacando-se pelo porte elevado entre os camarões de água doce cultivados e pelo bom rendimento de carne, atributo que confere valor gastronômico e atratividade para mercados especializados e para o consumo regional.

Outro diferencial é a boa adaptação a sistemas de viveiros escavados, o que permite integrar o cultivo a propriedades rurais já consolidadas e ampliar as possibilidades de geração de renda. O crescimento relativamente rápido e a aceitação culinária reforçam o interesse pela espécie como alternativa produtiva dentro da aquicultura estadual.

De acordo com a engenheira de pesca da Seag, Naessa Martins, apesar do potencial, o cultivo exige atenção técnica.

“O acompanhamento contínuo é importante, desde a implantação do sistema até a despesca. A qualificação do produtor é fundamental para a adoção de boas práticas de manejo, redução de perdas, melhoria do desempenho produtivo e correta manipulação do alimento no pós-despesca”, explicou.

Ainda restrita a poucos municípios, a produção do camarão-gigante-da-Malásia mostra que a aquicultura capixaba vai além do óbvio. Longe do mar, em áreas rurais do Espírito Santo, cresce um crustáceo que simboliza inovação produtiva, diversificação econômica e novas oportunidades para o campo.

 

Assessoria de Comunicação da Seag
Leonardo Sales / Paula Pignaton
(27) 3636-3700
comunica.seag@gmail.com

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